Agricultores do Noroeste do Estado iniciam plantio de nova variedade de soja

Uma soja para ser consumida como hortaliça. Com propriedades nutricionais semelhantes à soja comum, porém com um sabor suave, para ser colhida, preparada e consumida como salada. Essa variedade de soja, BRS 267, foi desenvolvida pela Embrapa Soja de Londrina e, através de uma parceria fechada com a Emater/RS-Ascar, ela começa a ser plantada em caráter experimental no Noroeste do Estado.

Um produtor de Santa Rosa e outro de São Pedro do Butiá receberam 3 kg da nova semente que serão cultivadas em diferentes etapas com a assistência técnica da Emater/RS-Ascar.

Assim será possível observar o desenvolvimento da planta em diferentes condições de plantio. "É a primeira vez que vamos ver o comportamento da semente a campo. Ela deveria ter sido plantada em outubro, novembro e dezembro, mas com a chuva dos últimos meses não foi possível, então vamos plantar agora e em janeiro. Como tudo é novidade, não existe problema", explica o técnico Vanderlei Waschburger.

Em Santa Rosa o produtor de hortaliças, Adenir Bortoli, será o pioneiro no cultivo da variedade. Ele está orgulhoso e na expectativa de uma nova oportunidade de renda. "Há 15 anos eu não plantava soja, mas essa é diferente, se der certo vai ser mais um produto para eu vender na feira", afirma Bortoli. O produtor preparou quatro canteiros, que não devem receber nenhum tratamento químico. "A colheita, que deve ser manual e está prevista para início de março, já que essa variedade é colhida verde, antes da vagem secar", diz Waschburger .

O Noroeste do Estado foi escolhido para o experimento pela tradição no plantio da soja. Santa Rosa é conhecida como Berço Nacional da Soja. Os resultados da pesquisa e a apresentação da nova variedade aos produtores da região será durante a 18ª Fenasoja, que acontece de 30 de abril a 9 de maio de 2010, em Santa Rosa.

Diversificar as atividades, agrícolas e não-agrícolas, a fim de aumentar renda e estimular o assistido a produzir mais e melhor são os objetivos da Frente Programática Assistência Técnica e Extensão Rural da Emater/RS-Ascar, em consonância com os Programas Estruturantes do Governo do Estado.
 



DNA da soja é decifrado
 

O sequenciamento do genoma da soja iniciado há quase dois anos fez com que houvesse uma disputa entre os cientistas do Consórcio Internacional de Sequenciamento do Genoma da Soja, formado por 25 grupos de pesquisa dos EUA, China, Japão, Coréia e Brasil.


“O desafio é entender a função de cada um dos 66 mil genes da soja que possam auxiliar nos desafios da cultura e também desenvolver produtos de melhor qualidade”, diz o pesquisador da Embrapa Soja, Ricardo Abdelnoor. Ele ainda enfatiza que o Consórcio Internacional busca identificar características agronômicas que possam colaborar para o desenvolvimento de plantas com maior teor de óleo, proteína, resistência a doenças e com mais tolerância a estresses como a seca. Apesar disso, no Brasil o foco é a identificação dos genes relacionados a estresses com a ferrugem asiática, nematoides e a seca. “Para isso estamos construindo bibliotecas de genes específicos ao nosso interesse. Além disso, também vamos resequenciar algumas regiões específicas do genoma da soja – de interesse específico para o Brasil - utilizando uma cultivar brasileira que tem boa adaptação em todo o País”, avalia o pesquisador.

Fonte: Embrapa Soja



Fenômeno El Niño influenciará clima nos próximos meses
(Boletim Especial)

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Fonte: MetSul Meteorologia
27/08/2009


“Não existe trigo ruim”, diz especialista

A declaração foi do representante da Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo), durante o I Workshop sobre Produção Integrada de Trigo, que aconteceu segunda-feira (23/03), na Embrapa Trigo (Passo Fundo/RS). Valorizar o trigo brasileiro separando os lotes para os diferentes usos do trigo na indústria foi a recomendação geral dos especialistas que participaram do evento.

O Brasil consome 10,3 milhões de toneladas de trigo por ano. Os grãos ganham diferentes usos, como alimentação animal, produtos integrais, sementes e fabricação de farinha, onde está a principal valorização do cereal. O consumo do trigo pela indústria está dividido em panificação 55%, uso doméstico 17%, biscoitos 11%, massas 15% e outros 2%. Os múltiplos usos do trigo exigem diferentes parâmetros para que produto final tenha as características de qualidade desejadas pelo consumidor. "Hoje temos variedades com ótimo desempenho agronômico e muito bom desempenho industrial adaptadas a todas as regiões tritícolas. Ao lado de outros materiais, também agronomicamente interessantes, mas comercialmente gravosos ao vendedor", avalia o gerente de abastecimento da Trigo Brasil, Irineu Pedrollo. Segundo ele, o produtor precisa escolher entre produtividade ou liquidez, consciente dos riscos e benefícios de sua opção: "O marketing não pode fazer semear trigo Pão e colher trigo Brando".

Conforme a pesquisadora da Embrapa Trigo, Casiane Tibola, há grandes dificuldades para a segregação de lotes conforme a aptidão tecnológica. "Os principais fatores são a desuniformidade na produção e a disponibilidade de silos para grandes volumes, que restringem as possibilidades de separar lotes homogêneos quanto a qualidade tecnológica. Num mesmo armazém são misturados diferentes trigos, com as mais variadas aptidões industriais, trigo brando com trigo pão, grão escuro com claro, etc.

O resultado é um trigo com qualidade inferior, sem direcionamento de mercado", explica a pesquisadora, ressaltando a proposta do programa de Produção Integrada de Trigo de acompanhar todas as etapas da produção, garantindo a qualidade e conferindo rastreabilidade aos lotes de trigo.

"Está muito fácil organizar a produção de trigo no Estado do Rio Grande do Sul, haja vista que 43% de toda semente produzida no RS possui excelente liquidez comercial no mercado interno, enquanto 45% está composta por variedades desclassificadas por não apresentar a qualidade necessária que proporcione sua utilização no mercado de panificação, farinha doméstica e biscoito", define o correto Antônio Garcia, da JF Corretora de Cereais. Ele destaca a existência as oportunidades de negócio para o trigo brando no mercado interno: "existem empresas importando farinha de trigo brando por não conseguir quantidade e qualidade dos seus fornecedores de farinha de trigo aqui no Brasil, mesmo pagando pelo trigo brando o preço pago pelo trigo pão há moinhos com dificuldades em atender seus contratos com importantes indústrias de biscoito, bem como para o mercado de panificação, que pela falta de produto com padrão de qualidade que atenda as necessidades deste segmento do mercado abre espaço para o trigo importado até então oriundo do Paraguai, Argentina e Uruguai".

Joseani M. Antunes
Embrapa Trigo
www.cnpt.embrapa.br


Menor uso de adubo derruba produtividade da soja no MT

Segundo o gerente de projetos da Agroconsult, Cléber Vieira, a queda no rendimento das lavouras de soja já era esperada para esta safra por conta da falta de recursos disponíveis no momento do plantio e pelo aumento dos preços dos insumos no primeiro semestre do ano passado. "Mesmo quem tinha recursos para aplicar na lavoura fez de forma proporcional ao aumento dos preços dos insumos", afirma.

A redução no uso de tecnologia foi tão acentuada que, em algumas situações, foi possível identificar lavouras nas quais os agricultores não fizeram qualquer tipo de aplicação de fertilizantes, nem de defensivos. Nesses casos, a produtividade estimada é de 38 sacas por hectare, volume que não cobre o custo médio de produção previsto para o Estado que está entre 40 e 42 sacas de soja, segundo estimativas da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja). "Nesses dois primeiros dias de rally encontramos muita infestação de pragas nas lavoura, como insetos e plantas daninhas, além de um elevado grau de incidência de ferrugem", afirma Vieira.

De acordo com Rodrigo Fenner, supervisor de campo da Aprosoja, responsável pela região leste do Estado, os agricultores fizeram até quatro aplicações de ferrugem nesta safra, mas, mesmo assim, a incidência da doença está em um grau bastante elevado. "Tivemos um efeito do veranico que atingiu soja precoce, mas quando começou a chover a incidência de ferrugem na soja de ciclo médio foi bastante elevada", afirma.

A região leste de Mato Grosso plantou na safra 2008/09 cerca de 530 mil hectares com soja, o que representa quase 10% de toda a área do Estado, que plantou 5,6 milhões de hectares com soja. A região também chama atenção pela dificuldade logística, por estar longe dos portos e ter um dos fretes mais caros do Estado.

Além dos produtores que não aplicaram qualquer tipo de tecnologia, existem aqueles que aproveitaram a reserva de fertilizantes que existia no solo. Esse é o caso dos produtores que plantaram nesta safra soja em áreas destinadas para algodão no ano passado. Mesmo assim, esses agricultores esperam queda na produtividade. "Nesses casos vimos um número de vagens por planta interessante, que nos dava uma impressão visual de 55 sacas por hectare. O problema é que os grãos estão leves e as perdas poderão chegar a cerca de 10% depois que o produtor colher", disse Vieira.

Apesar de alguns agricultores simplesmente não terem aplicado qualquer tipo de tecnologia, esse grupo pode ter uma renda superior a aqueles que fizeram uma aplicação mínima. "A decisão de não usar fertilizante não foi errada. A economia obtida na não utilização de insumo é maior do que a perda na receita que será observada na comercialização da soja", afirma Vieira. Na prática, quem colher 45 sacas por hectare sem usar tecnologia terá uma receita maior daquele que usou o mínimo necessário e irá colher 50 sacas por hectare.(AE)

Fonte: Truman Broker


Agroconsult prevê queda de 7,4% na produção de soja

A primeira projeção da Agroconsult para a safra 2008/09 aponta recuo de 7,4% na produção de soja no Brasil para 55,5 milhões de toneladas. A consultoria estima que a área plantada no atual ciclo em 21,3 milhões de hectares. Os dados preliminares refletem o impacto da seca nos Estados do Sul do Brasil e o Mato Grosso do Sul, que derrubou a média nacional de produtividade. "Pela primeira vez em cinco anos de realização do Rally da Safra, a soja de ciclo precoce foi avaliada em uma etapa preliminar ao evento, possibilitando um levantamento mais preciso da safra brasileira de soja", informou a consultoria em nota enviada nesta sexta-feira. Técnicos da Agroconsult, organizadora da expedição, visitaram áreas produtoras relevantes em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, entre janeiro e fevereiro.

O resultado das amostras colhidas durante esta viagem será compilado com os dados do Rally da Safra 2009, que será realizado entre 8 e 14 de março, em 15 estados brasileiros.

SOJA PRECOCE - No Mato Grosso do Sul, a soja precoce representa 37% da safra local e as amostras apontaram péssima produtividade, com 23,6 sacas/ha. "Foi de fundamental importância ver o estrago que a seca fez naquele estado. As regiões de Campo Grande e Dourados, com área de soja precoce representativa, registraram até 53 dias de seca", diz Marcos Rubin, analista da Agroconsult, no relatório divulgado pela consultoria. Com uma área plantada de 1,7 milhão de hectares, a queda na produtividade média do Estado foi estimada em 25% em relação à safra 2007/08. A perspectiva é que possa chegar a 33,2 sacas/ha em função da seca.

No Paraná, onde a equipe da consultoria passou pelas regiões oeste, norte, noroeste e centro-oeste, 58% dos produtores da região cultivaram variedades precoces e a produtividade média dessas lavouras deve ser de 31,1 sacas/ha. Com uma área de 4 milhões de hectares, o Paraná deve registrar uma queda de produtividade de 20% em relação ao ano passado, chegando a 39,8 sacas/ha. A avaliação dos técnicos da Agroconsult é de que os produtores do Mato Grosso do Sul e parte do Paraná devem manter o pacote tecnológico para o plantio de milho safrinha, na tentativa de obter bom nível de produtividade e reverter os prejuízos da safra de soja precoce.

Mato Grosso e Goiás sofreram menos a influência do veranico e apresentaram os níveis maiores de produtividade na safra 2008/09 No Mato Grosso, a soja precoce, que representa 26% da safra do Estado, alcançou produtividade de 50,6 sacas/ha. O desempenho está abaixo da média no ano passado, que chegou a 55 sacas/ha. Com uma área de 5,58 milhões de hectares, a produtividade média no Mato Grosso deverá ser 3,7% menor que a da safra passada, chegando a 50,5 sacas/ha.

Em Goiás, a soja precoce representa 12% da safra e a produtividade média dessas variedades deve ser de 50,9 sacas/ha. Ao fim da safra, o Estado deverá alcançar uma produtividade de 49,8 sacas/ha. O pré-rally identificou aumento de áreas com soja transgênica principalmente no Mato Grosso e Goiás, que chegou a 64% e 73% da área cultivada nestes Estados, respectivamente.

A consultoria explica que pelo calendário anterior do Rally da Safra, os técnicos avaliavam a soja precoce qualitativamente através de pesquisa feita com produtores e associações regionais "Agora teremos um resultado ainda mais preciso e completo no rally, avaliando tecnicamente o peso dessas áreas com variedades precoces, tanto quanto aquelas com variedades de ciclo médio e tardio", disse Fabio Meneghin, analista da Agroconsult, no comunicado da consultoria.

MILHO - Durante a viagem do pré-rally, os técnicos da Agroconsult fizeram avaliações qualitativas na safra de milho verão. O destaque fica para a redução de 33% na produtividade no Paraná, que caiu para 80 sacas/ha, contra 118 sacas/ha no ano passado.

Na safra total de milho verão, o Brasil deverá amargar uma redução de 17,2% na produção, com 32,9 milhões de toneladas. Segundo a Agroconsult, houve uma queda de 3,2% na área nacional de milho verão, alcançando 9,35 milhões de hectares. Nos estados do Sul, o milho foi mais afetado que a soja por conta do calendário de plantio ser antecipado, que coincidiu com a seca, afetando a fase de polinização e enchimento de grãos.

Fonte: AE


Nova variedade de milho é liberada

Foi aprovada ontem pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) a comercialização da sexta variedade de milho transgênico no país. O milho aprovado é resistente a insetos e tolerante a herbicidas.

Com essa liberação comercial, o agricultor brasileiro passa a ter à disposição variedades de milho geneticamente modificadas resistentes a insetos, tolerantes a herbicidas, e que possuem as duas características. Entretanto, integrantes do Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB) reconhecem que a disponibilidade de sementes é o grande limitador para uma maior taxa de adoção do milho transgênico neste primeiro ano.

Atualmente, as variedades de milho GM são cultivadas em 19 países dos cinco continentes, segundo informações do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia.

Entre 2007 e 2017, o milho transgênico pode gerar benefícios econômicos ao Brasil da ordem de US$ 6,9 bilhões, devido à redução dos custos e das perdas causadas por pragas. A estimativa foi apresentada no relatório Benefícios Econômicos e Ambientais da Biotecnologia no Brasil, da consultoria em agronegócios Céleres.

De acordo com estudo da Céleres, a adoção do milho transgênico na próxima safra de verão deve chegar a 6,7% do total plantado com a cultura no país. Conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área total plantada com milho no Brasil, na safra 2007/2008, foi de 14,7 milhões de hectares.

Fonte: Zero Hora


A biotecnologia aplicada a cereais de inverno

O Núcleo de Biotecnologia Aplicada a Cereais de Inverno (NBAC) prioriza a multidisciplinaridade e visa contribuir para o conhecimento e o entendimento de como os genes (portadores da informação genética) estão organizados nos genomas, com ênfase na cultura do trigo e demais cereais de inverno. Através do emprego de diferentes técnicas e metodologias, o NBAC juntamente com a participação de pesquisadores associados da Embrapa Trigo, buscam o desenvolvimento de ferramentas prontamente aplicáveis nos programas de melhoramento de cereais de inverno.

Atualmente o NBAC está dividido nas seguintes linhas de pesquisa:

Cultura de Tecidos para a produção de plantas in vitro (duplo-haplóides), visando acelerar o processo de obtenção de novas variedades de trigo e de cevada. Isto é possível porque as plantas originadas por esta técnica serão totalmente uniformes em apenas um ano. Esta é uma grande vantagem, se for comparado ao sistema normalmente utilizado na criação de uma nova cultivar. Na maneira tradicional são necessários de 7 a 8 anos para ter a cultura pronta para ser testada quanto ao seu potencial de rendimento para somente, então, ser disponibilizada aos agricultores.

Citogenética Clássica e Molecular cujas análises individuais de células e cromossomos visam a seleção do material genético de uma determinada espécie. As análises realizadas referem-se à viabilidade polínica (célula masculina) e à estabilidade genética durante os processos de cruzamentos, a fim de monitorar as progênies resultantes e o mecanismo de herança das espécies, permitindo, assim, o uso de procedimentos adequados à manipulação genética em um programa de melhoramento. Atua-se, também, em bioprospecção e introgressão de genes com características importantes e oriundos de espécies ancestrais aos cereais de inverno.

Marcadores moleculares de DNA para a detecção de diferenças entre indivíduos, permitindo seu uso em estudos básicos de genética, para estimar a diversidade genética e na seleção das plantas melhoradas, por meio de seleção indireta com base nos marcadores. Na Embrapa Trigo, estão sendo conduzidos estudos com marcadores moleculares de trigo para associação com a resistência a fatores bióticos (resistência à ferrugem da folha, por exemplo), e a fatores abióticos (como tolerância à germinação na espiga, tolerância ao alumínio), além de outras características de interesse.

Expressão gênica por meio de estudos diretos do RNA (transcricional) ou pelas proteínas (traducional). O estudo transcricional objetiva a identificação da presença de um RNA específico de um gene, bem como a sua quantificação, possibilitando verificar quais genes apresentam alteração na expressão quando a planta é submetida a um estresse. Quanto às proteínas, elas podem ser estudadas através de técnicas que as separam de modo monodimensional ou bidimensional. Esta última técnica é usada para o estudo em larga escala de misturas complexas de proteínas, e que constitui a área de pesquisa chamada proteômica. No NBAC, a separação monodimensional de proteínas de reserva do glúten (gluteninas de alto peso molecular) permite a correlação direta com parâmetros de qualidade tecnológica do trigo.

Bioinformática permite o agrupamento, a identificação e a comparação de dados de uma espécie ou entre espécies, em um curto período de tempo. As ferramentas de bioinformática possibilitam a aquisição de informações que podem levar ao entendimento e ao delineamento de novas estratégias para a solução de problemas, pois caracteriza-se pela interdisciplinaridade, utilizando conhecimentos da Ciência da Computação, da Biologia e da Matemática.

Transformação Genética contribuirá substancialmente para a conquista de patamares mais elevados de progresso genético, uma vez que possibilitará a incorporação direta e controlada de características de interesse para a adaptação da cultura de trigo aos agroecossistema brasileiros. O NBAC estará em breve consolidando esta área de pesquisa, buscando melhorar características de aptidão panificativa de trigo, resistência a fungos fitopatogênicos e tolerância a estresses abióticos.

Embrapa Trigo
Autor: Sandra Patussi Brammer


Variedade de arroz transgênico tolera a seca

De acordo com a mais recente avaliação do Ministério da Agricultura dos Estados Unidos, em outubro de 2007, um terço do sudeste do país experimentou uma seca excepcional, o que causou grandes perdas nas colheitas e nos pastos, além de uma severa escassez de água. Na Índia oriental, onde o arroz é base da alimentação, a seca ocasionou uma perda de 5,4 milhões de toneladas de grãos entre 1997 e 2003. Para os agricultores, isso pode significar uma perda de até 50% da renda. Para o pesquisador do Instituto Politécnico de Virgínia, Andy Pereira, a redução dos efeitos da seca está próxima de ser alcançada. Ele e sua equipe desenvolveram uma variedade transgênica de arroz que pode resistir a condições de seca e crescer com menos água.

As informações foram divulgadas pelo Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB). Para desenvolver a variedade GM, Pereira introduziu no arroz um gene chamado HARDY. O estudo evidencia que o arroz com o gene HARDY, em condições de seca, apresentou cerca de 50% a mais de biomassa do que o arroz sem o gene. Também para condições de seca e de não-seca, o arroz modificado usou a água com uma média de eficiência 65% maior do que outros.

Há, ainda, um longo caminho a ser percorrido até a liberação comercial do arroz. Outras variedades, como uma berinjela resistente a pragas, foram aprovadas recentemente para experimentações de campo e devem estar disponíveis já em 2009.

Fonte: Checkbiotech


Soja GM é aprovada por 92% dos agricultores que adotaram a tecnologia na safra 2005/2006

Um levantamento concluído pela Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec), em janeiro de 2008, mostra que os benefícios da soja tolerante a herbicida são percebidos pela grande maioria dos agricultores brasileiros que plantaram a variedade transgênica na safra 2005/2006. De acordo com a pesquisa, 92% desses produtores aprovam o desempenho da semente geneticamente modificada (GM) em suas lavouras.

A Coodetec ouviu 518 agricultores das principais regiões produtoras de soja do País (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia, Tocantins e Goiás), dos quais 69% afirmaram ter plantado o grão transgênico. E mesmo considerando aqueles que sequer haviam testado a soja GM, 69% também sinalizaram ter intenção de adotar as sementes geneticamente modificadas nas próximas safras.

O melhor desempenho da soja GM deu-se na Região Sul, onde 95% dos entrevistados afirmaram que continuariam a utilizar a soja tolerante a herbicidas. O maior interesse em ampliar a área plantada com soja GM foi verificado no Mato Grosso do Sul (74,5%) e no Paraná (73%).

Segundo Isaias de Carvalho Borges, pesquisador do Núcleo de Economia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a pesquisa confirma uma tendência natural de crescimento da adoção da biotecnologia agrícola no País. “Desde a entrada da soja tolerante a herbicida no Brasil, a área plantada com culturas transgênicas cresce consideravelmente todos os anos”, diz. “E isso somente ocorre porque o agricultor reconhece as vantagens da semente GM, como mostra o levantamento”.

“A transgenia é uma ferramenta segura e de uso opcional, que oferece vantagens significativas do ponto de vista econômico e ambiental, já que também reduz o uso de agrotóxicos”, observa o diretor-técnico da Coodetec, Ivo Marcos Carraro. “O levantamento dispo